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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Igreja Assembleia de Deus recebe homenagem pelos 100 anos de existência

O Dep. Estadual Valdir Ganzer - PT,
parabenizou a Igreja e seu presidente,
pastor Samuel Câmara pelo trabalho
de evangelização e pela
participação política e cultural.
Em discurso no último dia 8, o deputado estadual
Valdir Ganzer falou sobre o aniversário da Igreja
Evangélica Assembléia de Deus, que completará
100 anos no mês de junho de 2011.

O deputado parabenizou a igreja e seu presidente,
pastor Samuel Câmara pelo trabalho de evangelização e
pela participação política e cultural na sociedade
que a Assembleia exerce.

Leia abaixo o discurso na íntegra:

Em 1910 aportaram em Belém do Pará dois jovens
missionários que com muita força e determinação,
guiados pelos desígnios de Deus, iriam transformar
uma sociedade.

Daniel Berg e Gunnar Vingren dois pregadores
da palavra de Deus que chegaram a nossa cidade,
“Belém do Grão-Pará” e decisivamente fizeram a
diferença deixando uma vida comum para trás e
em obediência à Deus proclamaram
o plano de salvação ao povo.

Daniel Berg e Gunnar Vingren transformaram o cenário
religioso, social e político de Belém com suas novas e
consistentes convicções. Foram fortes e destemidos
em sua fé, porém, como costuma ser prédestinados
aos revolucionários, foram perseguidos e humilhados,
não sendo, senhoras e senhores, compreendidos de
imediato pela sociedade.

No entanto, jamais desistiram e com o brilhantismo
que é peculiar dos que têm fé, dos lideres natos,
conseguiram estabelecer a relação, que eu chamo
de “força religiosa, cultural, sobretudo política” e que
agora merecem a total exaltação pelos serviços que
através de sua luta proporcionaram e estão a
proporcionar ao nosso Estado.

Somos todos conhecedores dos serviços religiosos
e consciência política que esta respeitada instituição
que é a Assembleia de Deus leva aos nossos irmãos
ribeirinhos, colonos e principalmente os nossos irmãos
que habitam os mais remotos interiores deste nosso
Estado através de seus missionários, na luta incansável
de propagar a fé cristã, a solidariedade entre os povos
e a salvação das almas.

A nossa querida e bela Belém do Pará passou a ter
em seu seio um dos maiores movimentos de ascensão
religiosa em harmonia com a política em nosso Estado.
A Assembleia de Deus de hoje, não é mais uma igreja,
pura e simples, é sim, um centro de formação de seguidores
de Deus e condutores de sua palavra e sabedoria.

Sabedoria essa que direcionou a nossa sociedade desde
sua fundação em 1911 até os dias de hoje, a qual se faz
a exatos 100 anos de movimento pentecostal que vem a ser
hoje Assembleia de Deus.

Esta Casa recebe e se congratula com todos os membros
que compõe e engrandecem a fé cristã no Brasil e em especial
em nosso Estado e neste momento tão especial parabeniza
não só aos pastores, colaboradores e missionários da
Assembleia de Deus disseminados em todo mundo,
pelo brilhante trabalho.

É em razão disso que venho aqui parabenizá-los
pelos seus 100 anos de fundação, evangelização,
participação política e cultural que ao longo dos anos
contribuíram de forma salutar ao nosso desenvolvimento,
mais ainda, senhoras e senhores que se fazem
presentes nesta Casa.

Não devemos jamais esquecer que a união faz a
força e é por isso que peço à família Assembléia
de Deus que sigamos juntos a lutar por um Pará
livre de preconceitos e da intolerância religiosas.
Vamos dar asas à liberdade, à vida, ao amor,
acredito que essa química fortalecerá ainda
mais os laços de Deus com os Homens.

Dirijo-me ainda ao Pastor Samuel Câmara presidente
deste Templo. Quero dizer-lhe que é com felicidade
que nos manifestamos nesses 100 anos de Assembleia
e sabermos que o nosso Estado foi escolhido a
recepcionar tamanha obra influenciando
outros Estados e Países.

Senhores pastores, obreiros, missionários, trabalhadores
desta magnífica obra, desejo que nesses 100 anos de
pentecostes, a Assembleia de Deus continue firme em sua
doutrina pentecostal, propagando as boas novas à sociedade
paraense, permanecendo assim, na condução divina,
solidificando cada vez mais em nossa cultura, o fortalecimento
da nossa fé e dos valores mais importantes da sociedade.
Por Assessoria Deputado Valdir Ganzer em 21/02/2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dilma promete valorização da Educação no combate à miséria


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Sex, 11/02/11 09h03
Em pronunciamento, a presidenta ressaltou a importância das melhorias no ensino público e anunciou primeiras ações do governo.

Na noite da última quinta-feira, 10 de fevereiro, a presidenta Dilma Rousseff fez seu primeiro pronunciamento no cargo tratando das ações do governo federal na Educação. Segundo Dilma, o combate à miséria passa necessariamente pelo desenvolvimento do setor e, dessa maneira, sua gestão irá privilegiar programas de ampliação do acesso ao ensino público, bem como as melhorias estruturais e a valorização dos profissionais.

“Nenhuma área pode unir melhor a sociedade que a Educação. Nenhuma ferramenta é mais decisiva do que ela para superarmos a pobreza e a miséria. Nenhum espaço pode realizar melhor o presente e projetar com mais esperança o futuro do que uma sala de aula bem equipada, onde professores possam ensinar bem e alunos possam aprender cada vez melhor. É nesse caminho que temos que seguir avançando com passos largos”, declarou Dilma.

A presidenta também assumiu compromisso com a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, a fim de garantir internet não só nas escolas como também nas casas da população mais pobre e anunciou o lançamento do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica, o Pronatec, que leva a fórmula do ProUni às escolas técnicas. Ainda na questão da acessibilidade à Educação, Dilma prometeu ampliar vagas nos cursos profissionalizantes, no ensino médio e nas universidades. Sobre as falhas apresentadas no Enem e no Sisu, ela afirmou que o governo está tomando medidas de correção que irão garantir a credibilidade desses instrumentos.

Outro ponto relevante mencionado por Dilma diz respeito à valorização dos professores. “O momento é para se investir ainda mais na formação e remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas em todo o país, de criar condições de estudo e permanência na escola, para superar a evasão e a repetência”.

O governo federal aproveitou o pronunciamento para lançar seu novo slogan: “País rico é país sem pobreza”. Ao explicar a frase, Dilma afirmou que “só realizaremos o destino de grandeza do Brasil quando acabarmos com a miséria”.

Confira o pronunciamento na íntegra: www.ujs.org.br ou http://www.youtube.com/watch?v=orwrhbd4fxU&feature=player_embedded

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Entrevista com Mauro L. Hauschild - Presidente do INSS

Entrevista >> Mauro Luciano Hauschild

Órgão que está na linha de frente da administração pública, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) planeja ampliar a rede de atendimento em mais 720 agências nos próximos anos. O plano de expansão vem acompanhado de uma série de medidas de gestão de recursos humanos que têm como meta melhorar a prestação do serviço, acelerar processos e garantir maior segurança a dados e recursos financeiros. O presidente do instituto, Mauro Luciano Hauschild, explica que, em meio a tantos desafios, investir na contratação de pessoal é uma necessidade urgente. Fenômeno que assola quase todo o setor público federal, a autarquia também está envelhecendo. Hauschild afirma que o cenário de médio prazo é preocupante. Estudos preliminares indicam que cerca de 60% do efetivo atual, formado por 33 mil servidores, reunirá condições de se aposentar até o fim de 2013. "Neste momento, temos uma discussão no Ministério do Planejamento solicitando a autorização de 8 mil vagas para técnicos e de 2 mil vagas para analistas. Mas isso vai depender da disponibilidade orçamentária", diz Hauschild. A seguir, os principais trechos da entrevista.


No passado, o INSS ganhou fama por filas, gestão ruim e desperdícios. O cidadão apagou essa imagem da memória?

Tenho certeza. Houve mudanças consideráveis. Hoje, o sistema de monitoramento da rede de atendimento consegue identificar quem são as pessoas dentro da agência, por quanto tempo estão esperando, que serviços estão recebendo e quem vai atendê-las. Nessa área de gerenciamento, o sistema é de vanguarda. Não conheço nenhum sistema que tenha esse nível de detalhamento na qualidade da informação que o atendimento da Previdência Social tem.

É possível melhorar?

Acho que uma das medidas é a expansão da rede. Já estão em execução muitas obras que devem levar até o fim de 2013, no máximo, à criação de mais 720 agências. Levaremos mais serviços a mais cidades.

Esse crescimento tem como alvo os grandes centros ou o interior?

A expansão está muito mais direcionada a cidades menores, na medida em que o projeto é atender localidades com mais de 20 mil habitantes que ainda não tenham agências. Mas há a preocupação em remodelar as já existentes nos grandes centros para também melhorar a qualidade do atendimento.

Os críticos dizem que as filas que antes eram vistas na porta das agências agora estão na internet, com os agendamentos?

Naturalmente, não temos um agendamento feito em um dia e o atendimento feito no outro. Isso precisa melhorar. Mas, se considerarmos que as pessoas levam, em média, 15 dias entre a data do agendamento e a do atendimento, a situação não é ruim. O gerenciamento que temos nos permite fazer remanejamentos de servidores e diminuir o tempo da solicitação e do atendimento.

O que tem sido feito para combater desvios e fraudes?

Não podemos achar que sempre vamos ter inteligência suficiente para impedir qualquer tipo de tentativa de fraudar o sistema. Mas, na medida em que investimos em tecnologia e modernização, criando modelos de monitoramento, tudo melhora. Um novo sistema, que está começando a entrar no ar, avisa quando ocorre alguma anomalia, uma atipicidade. Aí, temos como ir na base decadastros e identificar a pessoa. São medidas de controle com base em aperfeiçoamento de sistemas. Claro que continuamos com ações internas com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal. A nossa auditoria está fazendo um trabalho muito importante, assim como a corregedoria. A qualidade e a honestidade dos nossos servidores são o padrão, mas a corregedoria tem um papel importante, apurando indícios e minimizando as fraudes. As coisas estão encaminhadas, o que não quer dizer que estamos absolutamente livres de problemas: sempre vai haver pessoas atentando contra o sistema.

O órgão contratou muitos funcionários nos últimos anos, mas ainda há problemas graves na área de pessoal. Quais as perspectivas?

Precisamos melhorar a gestão e a ampliação do quadro de peritos médicos. Temos um pedido junto ao Ministério do Planejamento para a autorização de 500 nomeações. Temos também um projeto de lei no Senado, no qual são criadas 500 vagas. Com isso e a gestão adequada, conseguiremos realizar o serviço com ainda mais qualidade. Com relação aos servidores técnico-administrativos, temos uma carência. Há a necessidade do incremento do quadro em função da expansão da rede. Além disso, temos uma preocupação mais reveladora: 7 mil servidores poderiam se aposentar já. E ainda há estudos preliminares que indicam que mais de 60% do nosso quadro atual de 33 mil servidores, até o fim de 2013, teriam requisitos de aposentadoria preenchidos. Neste momento, temos uma discussão no Ministério do Planejamento solicitando a autorização de 8 mil vagas para técnicos e de 2 mil vagas para analistas. Mas isso vai depender da disponibilidade orçamentária.

Como tem sido a aceitação dos servidores de ferramentas que privilegiam o desempenho e o cumprimento de metas?

Temos um plano de ação, a partir de um planejamento estratégico que foi feito de 2010 a 2015, no qual foram definidos 11 indicadores, vinculados ao pagamento da gratificação (quase 70% da remuneração). Esses indicadores surgiram de um termo de compromisso pactuado da Presidência até a instância mais na ponta, nas agências. Todo mundo se reuniu para definir suas metas. É um termo de compromisso de toda a casa. Esse tipo de compromisso não é qualquer instituição que consegue firmar.

O sistema está saudável?

Considerando apenas o regime de contribuição urbano, tivemos superavit durante nove meses do ano passado. A aposentadoria rural, que é uma política pública definida pelo constituinte de 1988, tem arrecadação muito pequena diante do custo. Mas é uma política pública, que a gente precisa avaliar em um espectro maior.

Há quem diga que o melhor seria separar da conta total esse benefício assistencial pago ao trabalhador rural para dar maior transparência?

Essa é uma questão que depende de uma política de governo e esbarra na Constituição. Em tese, pode-se falar muitas coisas. Mas, na prática, precisaríamos, inicialmente, fazer uma discussão de uma alteração constitucional, o que seria um debate bastante longo.

A solidez do sistema de pensões e aposentadorias está muito ligadaao crescimento econômico do país. Quanto mais trabalhadores formais, melhor para o INSS. É o que garante a sustentabilidade da Previdência?

É uma das formas de incremento das receitas. Mas, mais do que a questão arrecadatória, a preocupação maior é garantir cobertura. As discussões relativas sobre se isso vai garantir a sobrevivência do sistema só vamos conseguir avaliar em um intervalo de tempo maior. Mas temos as preocupações, por exemplo, do envelhecimento da população, do aumento da expectativa de vida. São fatores que vamos ter de começar a avaliar, mas isso depende de uma iniciativa de governo que, em um momento próprio e adequado, deverá ser discutida.