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sábado, 31 de julho de 2010

Novidade!! Estágio para alunos do ProUni.

Bolsistas do ProUni podem ter vaga garantida em estágio

31/07/2010, Postado por galeradadilma

Além de cursar uma faculdade com a ajuda de bolsas do Governo Federal os beneficiários do Programa Universidade para Todos (ProUni) poderão ter preferência nas vagas de estágio em instituições bancárias. A estimativa é de que cerca de 600 bolsistas comecem a trabalhar já no primeiro ano da iniciativa.

O acordo foi concretizado na última quarta-feira, 28/7, por meio de um convênio entre o Ministério da Educação (MEC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que disponibilizará uma cota de 10% nas vagas de estágio nos bancos públicos para estudantes bolsistas do ProUni.

Por enquanto, não foram estipulados quais cursos de graduação vinculados ao ProUni poderão concorrer a essas vagas. Ou seja, todas as áreas profissionais participarão da cota estipulada pela Febraban.

O convênio passa a valer a partir do dia 2 de agosto, quando está prevista a publicação no Diário Oficial da União (DOU). Depois, estima-se um prazo de dois meses para que os estudantes possam concorrer as vagas de estágio. O processo seletivo será feito por um grupo de trabalho que será formado em agosto.

Desempenho – Os alunos do ProUni estão entre os estudantes universitários que mais se destacam durante a vida acadêmica.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

A JUVENTUDE E AS ELEIÇÕES.

Opinião - Juventude: apatia ou exclusão política?

Danilo Moreira - Historiador, presidente do Conselho Nacional de Juventude
João Marcos Pereira Vidal - Vice-presidente do Conselho Nacional de Juventude


sonobrasilExiste um discurso, recorrente, de que há generalizada alienação política da juventude brasileira, permeada por falta de ideologia e de senso crítico. Assim, os jovens (considera-se jovem pessoa entre 15 e 29 anos) são vistos como passivos e muitas vezes relacionados a ideais consumistas e individualistas. Tal posição normalmente vem associada a uma comparação com a juventude durante o regime militar, entre as décadas de 1960 e 1970. No entanto, essa perspectiva é descontextualizada e genérica.

Prevalece na sociedade um sentimento, por vezes amplificado nos meios de comunicação, de pessimismo e ceticismo quanto à atual participação política juvenil. Ações protagonizadas por jovens ganham mais repercussão quando ligadas a atos de violência ou marginalidade e inúmeras expressões positivas da sua participação são ignoradas, criando visão parcial da realidade na chamada opinião pública.

Também na contramão do que se podia imaginar, em Brasília, mesmo após um escândalo de corrupção que resultou no afastamento do governador e na cassação de vários deputados, o número de eleitores entre 16 e 17 anos que retirou título aumentou em 128% entre 2009 e 2010.

Analisando os dados nacionais recentemente divulgados pelo TSE, que apontam queda de 6,8% número de eleitores entre 16 e 17 anos, quando fazemos a comparação entre as duas últimas eleições presidenciais (2006-2010), tal dado não poderia ser tratado com tanto alarmismo. Se, por um lado, em números absolutos, temos a maior geração de jovens em números da história, por outro, experimentamos mudança em nossa pirâmide demográfica com a redução das taxas de natalidade e consequente redução da população jovem. Segundo dados do Ipea, o percentual da população entre 15 e 29 anos reduziu-se de 29%, em 1980, para 26%, em 2010, e, seguindo essa tendência, representará 19% do total de brasileiros em 2050.

É importante percebermos que, pari passu ao avanço da democracia no Brasil, constituiu-se uma juventude multifacetada, atuando em diferentes esferas da sociedade, aliando o compromisso com as grandes questões nacionais a bandeiras políticas próprias e multicoloridas. Percebemos o reflexo dessa atuação em canais de democracia participativa, como o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), que é composto por 20 membros do poder público e outros 40 da sociedade civil, e na Conferência Nacional de Juventude promovida por esse Conselho em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude.

No Conjuve, em funcionamento desde 2005, além da importante representação das organizações estudantis, estão presentes diversas outras formas de associativismo juvenil contemplando temas como mulheres, negros, empresários, indígenas, religiosidade, trabalhadores rurais e urbanos, livre orientação sexual, jovens com deficiência, partidos políticos, hip-hop, ambientalistas e cultura. Em 2008, essa diversidade pôde mostrar sua força na 1ª Conferência Nacional de Juventude, que contou mais de 400 mil participantes em todo país. Tais evidências deveriam ser consideradas antes de afirmarmos que participação juvenil é produto exclusivo de década passadas.

Foi esse emergente campo político que assegurou no último dia 7 de julho a aprovação da PEC da Juventude, hoje Emenda Constitucional nº 65, reconhecendo esse segmento como sujeito de direitos em nossa Carta Magna. A aprovação unânime da matéria na Câmara e o no Senado, foi alcançada graças a uma legitimidade construída nos últimos cino anos, a um corpo a corpo com parlamentares e uma ampla e inovadora mobilização via Twitter. que mostraram a força de uma diferente forma de manifestação. Olhar para o jovem de hoje, com o mesmo olhar da década de 60 e 70, não é mais possível.

Entretanto, uma coisa é certa: o espaço ocupado pela juventude na esfera de poder eletiva ainda é muito reduzido. Do universo de 136 milhões de eleitores registrados pelo TSE, 30% é composto por jovens até 29 anos. No entanto, desde a redemocratização do Brasil nunca passou de 3% o número de jovens deputados federais. Esses são os números da exclusão política da juventude e um evidente sinal do longo caminho que a nossa democracia representativa precisa percorrer. Talvez seja esse um dos temas da uma necessária reforma política, mais uma vez assumida como prioridade pelos principais postulantes à Presidência da República. E, por que não dizer, um tema a ser aprofundado nas pautas do nosso jornalismo e em campanhas de utilidade pública, que os meios de comunicação podem permanentemente promover para o bem da juventude, da democracia e do Brasil.



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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carta do 3º Congresso UJR apoiando Dilma para Presidente!!

UJR apoia Dilma para Presidente!!

Ser jovem é ser revolucionário

Carta da Juventude revolucionária .


Jovens comunistas, revolucionários, rebeldes, anti-imperialistas e antifascistas de diversas partes do Brasil, nos reunimos na cidade de Belo Horizonte durante o mês de Julho para realizar o vitorioso 3º Congresso da União da Juventude Rebelião – UJR. Plenos de energia revolucionária e decididos a dedicar nossas vidas para pôr fim à exploração do imperialismo-capitalista sobre o planeta e sobre nosso país, reafirmamos a necessidade urgente de uma revolução para construir uma nova sociedade, livre da exploração do homem pelo homem, a sociedade socialista.

Refletimos também, durante os dias do nosso congresso, acerca da grave crise econômica que vive todo o mundo capitalista nos dias atuais. Essa é uma crise da fase imperialista caracterizada pela dominação dos monopólios e do capital financeiro e pela superexploração dos trabalhadores, o que resulta no empobrecimento do povo e, consequentemente, nas crises de superprodução.

Os capitalistas de todos os países querem jogar as conseqüências dessa crise sobre as costas dos trabalhadores e da juventude, aumentando o desemprego, a fome e a retirada de direitos. Segundo a Organização das Nações Unidas, já são mais de 1 bilhão de seres humanos que passam fome e o número de desempregados cresce a cada mês. Como a conseqüência mais nefasta dessa crise, a guerra imperialista se aprofunda. O genocídio contra os povos da Palestina, do Iraque e do Afeganistão é cada dia mais cruel. O imperialismo, tendo à cabeça os EUA, quer invadir ainda o Irã, a República Democrática da Coréia e a Venezuela.

Essa grave situação internacional faz sentir seus efeitos também no nosso continente latino-americano. A instalação de sete bases militares estadunidenses na Colômbia, a reativação da 4º frota naval no Atlântico, o golpe contra Honduras patrocinado pelos EUA, a atitude do governo colombiano de fustigar de maneira agressiva o povo da Venezuela, além do criminoso bloqueio a Cuba, são reflexos do aumento das tensões e da agressividade do imperialismo.

Aqui reunidos, decidimos mobilizar toda a juventude para que os ricos paguem pela crise e decidimos também lutar contra as guerras imperialistas.

No Brasil, podemos observar que as contradições próprias do momento de crise se manifestam no processo de eleições oficiais que está atualmente em curso. A classe dominante necessita do aprofundamento da exploração dos trabalhadores e do controle total sobre os recursos naturais brasileiros. Por isso, lançou seu candidato, José Serra, apoiado pelos partidos mais reacionários do país: o PSDB e o DEM.

A eleição de Serra significaria um grande retrocesso para os trabalhadores. Serra já demonstrou inúmeras vezes que é porta-voz das políticas mais repressoras, privatistas e reacionárias. Quando governador do estado de São Paulo, Serra tratou todos os movimentos sociais com polícia e repressão e nunca com diálogo. Assim foi contra os estudantes e funcionários da USP, contra os professores da rede estadual e até contra os policiais civis em greve. Na arena internacional, uma eleição de Serra seria ainda pior. Serra defende a derrubada dos governos progressistas da Venezuela, de Cuba e da Bolívia e é o candidato preferido do imperialismo estadunidense. Dessa maneira, decidimos realizar durante os próximos meses uma ampla campanha de denúncias e mobilizações que desmascare e derrote Serra, o PSDB e o DEM nessas eleições, e indicar o voto em Dilma Rousseff, por ser ela a única candidata em condições de vencer Serra.

Ainda que pese que o processo de eleições oficiais no Brasil esteja profundamente viciado, dominado pelo poder financeiro, e que quase todos os candidatos façam campanhas milionárias com o patrocínio de bancos e monopólios, é necessária a nossa participação para desmascarar a democracia burguesa e fazer avançar a consciência do povo. É por essa razão que o conteúdo da nossa campanha durante o processo eleitoral deve ser o da denúncia contundente do capitalismo e o da ampla propaganda do Socialismo e do Poder Popular como única saída para a real solução dos problemas do povo. É por essa razão, também, que participaremos de maneira enérgica das candidaturas lançadas pelo Partido Comunista Revolucionário: Indira Xavier (Alagoas), Tiago Santos (Pernambuco), Emerson Lira (Paraíba), Fernanda Lopes (Pará) e Sérgio Miranda (Minas Gerais), realizando a campanha de maneira revolucionária nas escolas, universidades, bairros e fábricas.

Nosso posicionamento durante o atual período eleitoral deve significar um aprofundamento da linha política que vínhamos aplicando, ou seja, a de realizar de maneira profunda e radical a luta cotidiana pelos direitos da juventude e do povo. Realizaremos uma grande jornada nacional de lutas no mês de Agosto, que denunciará o corte de verbas na educação, o pagamento da dívida pública, a privatização dos recursos naturais, a falta de vagas nas universidades e a ausência de direitos para a juventude e os estudantes. A essas bandeiras devemos somar a campanha de libertação de Marcelo Rivera, presidente da Federação dos Estudantes Universitários do Equador - FEUE.

Nosso congresso também teve o mérito de debater e deliberar acerca dos temas de organização, do trabalho de agitação e propaganda, da construção material e vários outros constantes das teses aprovadas. Estamos convictos que o debate e o esforço coletivos permitem um novo salto de qualidade para a União da Juventude Rebelião no próximo período, vencendo as limitações que se colocam a nossa frente.

O 3° Congresso também representou um importante espaço de formação e afirmação ideológica do conjunto dos militantes presentes. Reafirmamos aqui nosso compromisso em seguir empunhando bem alto o estandarte dos nossos heróis que caíram em combate para livrar o Brasil de ditaduras fascistas e o mundo do imperialismo-capitalista. Seguiremos todos os dias o caminho e o exemplo de Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, Manoel Aleixo, Emanuel Bezerra, Amaro Félix, estes dirigentes do Partido Comunista Revolucionário, assassinados pela ditadura militar, e de Iara Iavelberg, Olga Benário e tantos outros que deram suas vidas para libertar nosso povo.

O comandante Ernesto Che Guevara, guerrilheiro heróico, afirmou: “Ser jovem é ser revolucionário”. A União da Juventude Rebelião – UJR é a organização da juventude brasileira que busca unir os jovens de maneira eficaz. A UJR é a organização dos que não renunciaram à tarefa de travar o embate ideológico no seio da juventude. A UJR vem provando ao longo dos seus 15 anos de história que, ao contrário do que dizem os meios de comunicação burgueses e também dizem os reformistas, a juventude busca sim ser rebelde, ser consciente e tem muita vontade de lutar. Assim o provam as muitas manifestações, jornadas de luta, ocupações, greves e enfrentamentos que tivemos a oportunidade de participar e incentivar nessa última década e meia.

Sabemos que nossa vitória só poderá ser conseguida através de uma luta em todos os países. Por isso participamos e fortalecemos os Encontros Internacionais da Juventude Anti-imperialista e Antifascista - EIJAA, e conclamamos as juventudes revolucionárias do mundo à unidade nessa mesma luta.

Nesta carta que dirigimos aos jovens, reafirmamos a convicção de que o imperialismo-capitalista está em sua fase final e não pode reservar à humanidade nada mais do que fome, desemprego e guerras. Soou a hora final dos exploradores e capitalistas do mundo. A classe operária pode ter a certeza que contará com a energia revolucionária dos jovens para derrotar a burguesia. Nós somos a geração que fará a revolução! Abaixo o imperialismo! Viva o Socialismo!

Belo Horizonte, Brasil, Julho de 2010.

3º Congresso da União da Juventude Rebelião

domingo, 25 de julho de 2010

Uma breve analise!!

Juventude e eleições Por Titi Alvares

Vivemos tempos de vitórias para a juventude! Há menos de dois meses, foi aprovado no Senado o novo marco regulatório sobre a camada Pré-sal. A campanha da juventude pela destinação de 50% do Fundo Social que será criado a partir da exploração do "Pré-sal" foi incluída na nova regulação.
Agora, o Senado Federal aprovou a PEC da juventude, Projeto 42/08, que emenda a constituição e insere a "juventude" enquanto segmento específico da sociedade, que portanto, necessita de políticas públicas específicas. Esse é um passo primordial para tratarmos de políticas públicas para a juventude em outro patamar. A juventude virou política de Estado, um patrimônio das lutas pelos nossos direitos.
Temos a convicção de que esses direitos são conquistas, fruto de um acúmulo de necessidades e reivindicações da juventude organizada, como a UNE, a Ubes, o Conselho Nacional de Juventude, as juventudes políticas... E sabemos também que temos um ambiente de maior democracia e diálogo com os movimentos sociais, ou seja: os avanços do país têm a cara desses movimentos.
Nosso dever é continuar lutando, sempre por mais avanços, pelo caminho que tem ajudado a juventude a conquistar bandeiras históricas. A juventude tem lado! Estamos do lado das mudanças, do desenvolvimento, de políticas para a juventude, de um continente integrado, de educação, de trabalho. Queremos um novo Brasil que, nesse momento, passa por Dilma Presidente.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Jovem Levante Sua Bandeira!!

Levantar as bandeiras da juventude para avançar nas mudanças e impedir o retrocesso


Por André Tokarski

Estamos na terceira semana oficial da campanha
eleitoral e o tema das eleições já contagia boa
parte do povo e da juventude.
Os primeiros movimentos já deixaram claro que
vivemos uma verdadeira guerra eleitoral, de intensa
disputa e combate.
A juventude brasileira jamais se furtou a um bom
combate e agora não será diferente.

É durante as eleições que a política transita com
mais facilidade no dia a dia do povo. Vira assunto
na escola e no trabalho, dentro de casa e na mesa
do bar. Ao seu próprio modo, os trabalhadores
e trabalhadoras, estudantes, jovens, mulheres,
todos discutem o que pode mudar na sua vida
com o processo eleitoral.

A eleição presidencial de 2010 tem características
únicas, que devem servir para chamar a nossa
atenção para os impactos do seu resultado.
O Brasil vive um ciclo de crescimento
e desenvolvimento não visto há décadas.
Os êxitos obtidos com o Governo Lula
transformaram a vida de milhões
de brasileiros e brasileiras.
Em especial para a juventude, nunca vivemos
um período de tantas conquistas importantes.
Os sonhos da juventude estão se transformando
em realidade e temos a consciência de que
existe espaço para mais avanços.

Nos últimos sete anos, mais de 600 mil estudantes
de baixa renda tiveram acesso ao Prouni.
O REUNI dobrou o número de vagas nas
universidades federais, foram criadas mais de 214
escolas técnicas federais . O Projovem beneficiou
milhares de jovens com bolsas remuneradas para
incentivando a volta à escola e a formação profissional.
O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve)
é um espaço de debate e formulação de
propostas com a participação organizada da juventude.
E há duas semanas escrevemos o nome da juventude
brasileira na Constituição da República.

A UJS tem propostas e compromissos com o Brasil,
toda a sua militância deve se empenhar de corpo
e alma na campanha eleitoral, apresentado suas
propostas e mobilizando a juventude.

Devemos atuar em duas frentes:

1- denunciar com veemência o risco do retrocesso
que viveria o nosso país com a eleição de Serra.
Volta das privatizações, do desemprego e da
marginalização da juventude.
2- Apresentar nossas bandeiras e propostas:
reconhecimento da juventude como agente
estratégico do novo projeto nacional de
desenvolvimento, criação do Sistema
Nacional de Juventude, defesa do 50% do
Fundo Social do Pré-sal para a educação.

É no debate de conteúdo e na comparação
de projetos que vamos conquistar a confiança
da juventude e a mobilização social necessária
para a construção de um projeto de governo
mais ousado , que aprofunde as mudanças
iniciadas com o governo Lula.

Por isso, é tarefa de todo militante da UJS participar
ativamente das eleições, em todos os âmbitos e
espaços, na escola, no trabalho, nas redes sociais,
em casa... Devemos lutar para eleger Dilma,
mais também nos empenharmos com muita
força na eleição de Governadores, Senadores,
Deputados Federais e Estaduais comprometidos
com as bandeiras da UJS e da juventude.

Vamos à luta!

André Tokarski é presidente da UJS.

POLÍTICAS PUBLICAS DE JUVENTUDE NO PARÁ


POLÍTICAS PUBLICAS DE JUVENTUDE NO PARÁ – 1º PARTE

O conselho de juventude do Estado do Pará encerra suas atividades e se prepara para realizar as eleições das cadeiras dos conselheiros da sociedade civil, nesse período que estivemos conduzindo o COJUEPA em conjunto com os demais Conselheiros pudemos ter vários aprendizados e experiências.

Construir a gestão do conselho foi um desafio e muito mais conhecer e entender a juventude paraense através de suas referências biológicas, psicológicas, econômicas, sociais e culturais.

Podemos dizer que as ppj´s em nosso pais são novas e elas possuem algumas passagens históricas como a obrigatoriedade da disciplina moral e cívica na era Vargas,as mobilizações em defesa da democracia e da infância e adolescência nos anos 80, culminando com a constituição de 88, o eca em 91. Temos também na década de 90 o rigor dos anos neoliberais, em que as políticas públicas tinham suas referencias na tentativa de enquadrar moralmente a juventude para manter a “ordem social”.

Com a eleição do presidente Lula inaugura-se outro olhar sobre a juventude, com a criação da Secretaria e do Conselho Nacional da Juventude que unificam e articulam nacionalmente as políticas de juventude do Governo Federal.

No Pará tivemos muitos anos de descaso com a juventude e esta sendo tratada como caso de policia.

As conquistas que a juventude paraense possui, foram frutos de muita mobilização e participação política desta juventude, exemplo a meia passagem que beneficia os estudantes da região metropolina desde a década de 90.

A juventude no Governo Popular de Ana Julia

A Governadora recebe o governo com o desafio de fazer do Pará uma terra de Direitos e cria diversos programas, alguns com premiação nacional, como o Bolsa Trabalho, como dizemos os programas e projetos são inúmeros vamos a eles: Protejo (parceria com o Governo federal) na SEJUDH; Bolsa Trabalho na SETER; Projovem (parceria com o Governo federal) na casa civil; Procampo na Casa Civil; Pair na SEJUDH; Escola de Portas Abertas na SEDUC; Editais de Cultura na Secult; Bolsa Talento na SEEL; Esporte é 10 na SEEL; Ifocentros; Casa da Juventude; meia passagem intermunicipal entre outros;

A governadora nomeia ainda o Conselho de Juventude do Estado e cria uma Coordenadoria de juventude ligada a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, mantém dialogo e apoio as juventudes organizadas em seus eventos e demandas. Podemos dizer que aos poucos, mas a milhas de gestões anteriores, as Políticas Publicas de Juventude no Pará vão se consolidando, também é verdade afirmar, em nossa opinião, que o Governo que hora se encerra possui alguns desafios a serem superados para que se busque consolidar políticas de Estado como é o desejo da Governadora.

Desafios que apresentamos

1- Buscar unificar as políticas de juventude do Estado em um único Órgão, com empoderamento, autoridade e recursos financeiros (este não precisa ser exclusivamente o executor mais o articulador);

2-Consolidar espaços de participação e monitoramento das ppj´s com as juventudes organizadas e através do Conselho de Juventude do Estado;

3-Ampliar vagas e democratizar o acesso na Universidade do Estado do Pará para jovens negros, índios, camponeses e ribeirinhos com prioridade;

4-Ampliar e consolidar os programas e projetos existentes;

5-Dar atenção as área periféricas e de altos índices de violência com programas socias reforçando a cultura de paz;

6- Reforçar e ampliar as bases de policiamento comunitária, tendo prioridade a questão da inteligência policial e não o uso da força exclusivamente, para combater o trafico de drogas e a violência de vitimiza a juventude;

7-Criar um Plano Estadual de Políticas de Juventude;

8-Criar linhas de créditos para a juventude de baixa renda;

9-integrar jovens de medida sócio - educativa ou egressos do sistema penal nos programas socias existentes;

10-Criar políticas de primeiro emprego para a Juventude;

O conselho

O COJUEPA em seu novo mandato (2010-2012) que deve ser coordenado pela sociedade civil terá um grande desafio, que é de falar para mais gente, chegar na juventude, se empoderar mais, cumprindo assim seu papel em ajudar a transformar o Estado do Pará em um território onde a juventude tenha seus direitos garantidos e onde projetos de mudanças e democráticos possam avançar.

Mailson Lima

Pedagogo formado pela UEPA, pós-graduando em Historia e Cultura afro-brasileira pela UFPA, foi - diretor da UNE, Presidente Estadual e membro da direção nacional da UJS, Servidor da SEEL, Preside a gestão cessante do Conselho de Juventude do Estado do Pará.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

UJS com DILMA

UJS com Dilma, pra ser muito mais Brasil!

29/06/2010 · Deixe um comentário

Com muito otimismo e disposição para a luta, mais de 1500 militantes da União da Juventude Socialista ocuparam entre os dias 17 e 20 de junho as dependências do Centro de Convenções de Salvador/BA, para a realização do 15º Congresso Nacional da UJS. O Congresso é resultado de um grande processo de mobilização e debate que contagiou os quatro cantos do país. Foram mais de quatro meses de muita divulgação das nossas idéias em passeatas, plenárias, nas praças e nas ruas do Brasil.

Mesa de abertura do 15º Congresso da UJS

Realizamos nesse período 27 Congressos Estaduais e mais de 300 Congressos municipais, que mobilizaram cerca de 100 mil filiados, resultando em mais de 50 mil participantes na Rede UJS.

Ousadia para inovar e para aprofundar as mudanças no Brasil. Essa foi a marca do congresso. Inovamos ao criar uma Rede Social própria, que já nasce com mais de 50 mil cadastrados e mais de dois mil perfis ativados. Uma ferramenta de organização interna e de mobilização política da juventude na importante trincheira do mundo virtual. Nosso Congresso foi transmitido ao vivo pelo sítio da UJS (www.ujs.org.br), nos principais debates e plenárias estavam conectados mais de mil pessoas, do Brasil e do mundo. Entre um debate e outro, rolava sempre um “free style” com a rapaziada do hip-hop. Com mais de 20 computadores plugados na internet a galera passava o recado do que estava rolando no Congresso para seus amigos do Orkut, do twitter e da Rede UJS. O Congresso inovou também ao realizar a 1ª Mostra Científica da UJS. Duas dezenas de trabalhos nas mais variadas áreas foram apresentados e no final foi constituído o coletivo nacional de Jovens Cientistas da UJS.

Um dos objetivos do Congresso era eleger a nova Direção Nacional da UJS. Marcamos um belo gol de placa nesse quesito: somos ao total um coletivo dirigente com 79 membros titulares e 12 suplentes, com mais de 35% de mulheres e uma média de idade de 24 anos. Participam da nova Direção representantes dos 27 estados brasileiros, jovens lideranças que atuam nas mais variadas frentes: trabalhadores, como o Thiago Santana, de Minas Gerais, que é operador de telemarketing e diretor do Sinttel-MG (Sindicato dos trabalhadores em telefonia de MG); lideranças do movimento estudantil, como Augusto Chagas, presidente da UNE e Yan Evanovich, presidente da UBES; jovens mulheres e cientistas, entre elas Elisângela Lizardo, presidente da ANPG – Associação Nacional dos Pós-graduandos- e mestranda na PUC-SP e Luisa Barbosa, doutoranda em História na UFRJ. Também joga nesse time a jovem Deputada Federal Manuela D´ávila (PCdoB-RS), que além der ser uma grande parlamentar é membro da nova Direção Nacional da UJS. Nas direções estaduais, 11 mulheres presidem nossa organização. É com essa seleção que vamos mobilizar toda a juventude para jogar no time do aprofundamento das mudanças no Brasil.

Saímos desse 15º Congresso mais conectados com a juventude, pois reunimos na UJS ao mesmo tempo diversidade e unidade. O papel fundamental que queremos cumprir é o de canalizar toda rebeldia da juventude para transformar em mobilizações amplas e politizadas, em defesa do Brasil, e do socialismo. Reunimos hoje jovens de várias frentes de atuação: meio-ambiente, LGBT, jovens trabalhadores, do movimento estudantil, hip-hop, entre outras, mas mesmo nessa diversidade de pautas e bandeiras não perdemos o ponto chave que nos unifica, que é a luta em defesa do Brasil e do socialismo. A UJS está se preparando para avançar junto como esse novo ciclo político iniciado com o Governo Lula. Está pronta para crescer ainda mais para aproveitar todas as oportunidades que esse momento oferece. O Brasil tem hoje mais de 50 milhões de jovens. É ilusão pensar um processo de mudanças sem a participação ativa da juventude e a UJS estará liderando esse processo.

A idéia-força do Congresso é de que é preciso transformar todo otimismo que toma conta do Brasil em capacidade de luta e mobilização. Nunca vivemos um período em que o Brasil tivesse tantas possibilidades de dar certo e queremos aproveitar todas elas. Nesse sentido, aprovamos como bandeiras prioritárias: a luta pela destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação, o esforço para construir um grande legado esportivo para a juventude relacionado à realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas e a construção de um sistema nacional de juventude, que passe pela aprovação de projetos que consolidam as Políticas Públicas de Juventude como políticas de Estado.

Militantes da UJS/RS com Dilma.

A UJS tem um grande compromisso com o Brasil e com o futuro da juventude, por isso, aprovamos por unanimidade o apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Para que os ventos continuem a soprar na direção do aprofundamento das mudanças, levaremos aos quatro cantos do país a bandeira da eleição de Dilma para a Presidência da República. Nos oito anos de governo Lula a juventude reencontrou a esperança de viver num país que pode dar certo. Milhões de empregos foram criados, o Prouni possibilitou o acesso à universidade a milhares de jovens que já tinham abandonado esse sonho, e a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil é uma conquista que pode transformar o esporte numa grande ferramenta oportunidades para a juventude.

Para nós, eleger Dilma significa renovar essa esperança na certeza de que podemos conquistar ainda mais. Vamos impedir o retrocesso e derrotar José Serra, o “Exterminador do futuro” da juventude. A UJS com seus mais de 100 mil filiados espalhados no Brasil não medirá esforços para enfrentar essa batalha e temos a convicção que seremos vitoriosos.