Pesquisar este blog

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carta do 3º Congresso UJR apoiando Dilma para Presidente!!

UJR apoia Dilma para Presidente!!

Ser jovem é ser revolucionário

Carta da Juventude revolucionária .


Jovens comunistas, revolucionários, rebeldes, anti-imperialistas e antifascistas de diversas partes do Brasil, nos reunimos na cidade de Belo Horizonte durante o mês de Julho para realizar o vitorioso 3º Congresso da União da Juventude Rebelião – UJR. Plenos de energia revolucionária e decididos a dedicar nossas vidas para pôr fim à exploração do imperialismo-capitalista sobre o planeta e sobre nosso país, reafirmamos a necessidade urgente de uma revolução para construir uma nova sociedade, livre da exploração do homem pelo homem, a sociedade socialista.

Refletimos também, durante os dias do nosso congresso, acerca da grave crise econômica que vive todo o mundo capitalista nos dias atuais. Essa é uma crise da fase imperialista caracterizada pela dominação dos monopólios e do capital financeiro e pela superexploração dos trabalhadores, o que resulta no empobrecimento do povo e, consequentemente, nas crises de superprodução.

Os capitalistas de todos os países querem jogar as conseqüências dessa crise sobre as costas dos trabalhadores e da juventude, aumentando o desemprego, a fome e a retirada de direitos. Segundo a Organização das Nações Unidas, já são mais de 1 bilhão de seres humanos que passam fome e o número de desempregados cresce a cada mês. Como a conseqüência mais nefasta dessa crise, a guerra imperialista se aprofunda. O genocídio contra os povos da Palestina, do Iraque e do Afeganistão é cada dia mais cruel. O imperialismo, tendo à cabeça os EUA, quer invadir ainda o Irã, a República Democrática da Coréia e a Venezuela.

Essa grave situação internacional faz sentir seus efeitos também no nosso continente latino-americano. A instalação de sete bases militares estadunidenses na Colômbia, a reativação da 4º frota naval no Atlântico, o golpe contra Honduras patrocinado pelos EUA, a atitude do governo colombiano de fustigar de maneira agressiva o povo da Venezuela, além do criminoso bloqueio a Cuba, são reflexos do aumento das tensões e da agressividade do imperialismo.

Aqui reunidos, decidimos mobilizar toda a juventude para que os ricos paguem pela crise e decidimos também lutar contra as guerras imperialistas.

No Brasil, podemos observar que as contradições próprias do momento de crise se manifestam no processo de eleições oficiais que está atualmente em curso. A classe dominante necessita do aprofundamento da exploração dos trabalhadores e do controle total sobre os recursos naturais brasileiros. Por isso, lançou seu candidato, José Serra, apoiado pelos partidos mais reacionários do país: o PSDB e o DEM.

A eleição de Serra significaria um grande retrocesso para os trabalhadores. Serra já demonstrou inúmeras vezes que é porta-voz das políticas mais repressoras, privatistas e reacionárias. Quando governador do estado de São Paulo, Serra tratou todos os movimentos sociais com polícia e repressão e nunca com diálogo. Assim foi contra os estudantes e funcionários da USP, contra os professores da rede estadual e até contra os policiais civis em greve. Na arena internacional, uma eleição de Serra seria ainda pior. Serra defende a derrubada dos governos progressistas da Venezuela, de Cuba e da Bolívia e é o candidato preferido do imperialismo estadunidense. Dessa maneira, decidimos realizar durante os próximos meses uma ampla campanha de denúncias e mobilizações que desmascare e derrote Serra, o PSDB e o DEM nessas eleições, e indicar o voto em Dilma Rousseff, por ser ela a única candidata em condições de vencer Serra.

Ainda que pese que o processo de eleições oficiais no Brasil esteja profundamente viciado, dominado pelo poder financeiro, e que quase todos os candidatos façam campanhas milionárias com o patrocínio de bancos e monopólios, é necessária a nossa participação para desmascarar a democracia burguesa e fazer avançar a consciência do povo. É por essa razão que o conteúdo da nossa campanha durante o processo eleitoral deve ser o da denúncia contundente do capitalismo e o da ampla propaganda do Socialismo e do Poder Popular como única saída para a real solução dos problemas do povo. É por essa razão, também, que participaremos de maneira enérgica das candidaturas lançadas pelo Partido Comunista Revolucionário: Indira Xavier (Alagoas), Tiago Santos (Pernambuco), Emerson Lira (Paraíba), Fernanda Lopes (Pará) e Sérgio Miranda (Minas Gerais), realizando a campanha de maneira revolucionária nas escolas, universidades, bairros e fábricas.

Nosso posicionamento durante o atual período eleitoral deve significar um aprofundamento da linha política que vínhamos aplicando, ou seja, a de realizar de maneira profunda e radical a luta cotidiana pelos direitos da juventude e do povo. Realizaremos uma grande jornada nacional de lutas no mês de Agosto, que denunciará o corte de verbas na educação, o pagamento da dívida pública, a privatização dos recursos naturais, a falta de vagas nas universidades e a ausência de direitos para a juventude e os estudantes. A essas bandeiras devemos somar a campanha de libertação de Marcelo Rivera, presidente da Federação dos Estudantes Universitários do Equador - FEUE.

Nosso congresso também teve o mérito de debater e deliberar acerca dos temas de organização, do trabalho de agitação e propaganda, da construção material e vários outros constantes das teses aprovadas. Estamos convictos que o debate e o esforço coletivos permitem um novo salto de qualidade para a União da Juventude Rebelião no próximo período, vencendo as limitações que se colocam a nossa frente.

O 3° Congresso também representou um importante espaço de formação e afirmação ideológica do conjunto dos militantes presentes. Reafirmamos aqui nosso compromisso em seguir empunhando bem alto o estandarte dos nossos heróis que caíram em combate para livrar o Brasil de ditaduras fascistas e o mundo do imperialismo-capitalista. Seguiremos todos os dias o caminho e o exemplo de Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, Manoel Aleixo, Emanuel Bezerra, Amaro Félix, estes dirigentes do Partido Comunista Revolucionário, assassinados pela ditadura militar, e de Iara Iavelberg, Olga Benário e tantos outros que deram suas vidas para libertar nosso povo.

O comandante Ernesto Che Guevara, guerrilheiro heróico, afirmou: “Ser jovem é ser revolucionário”. A União da Juventude Rebelião – UJR é a organização da juventude brasileira que busca unir os jovens de maneira eficaz. A UJR é a organização dos que não renunciaram à tarefa de travar o embate ideológico no seio da juventude. A UJR vem provando ao longo dos seus 15 anos de história que, ao contrário do que dizem os meios de comunicação burgueses e também dizem os reformistas, a juventude busca sim ser rebelde, ser consciente e tem muita vontade de lutar. Assim o provam as muitas manifestações, jornadas de luta, ocupações, greves e enfrentamentos que tivemos a oportunidade de participar e incentivar nessa última década e meia.

Sabemos que nossa vitória só poderá ser conseguida através de uma luta em todos os países. Por isso participamos e fortalecemos os Encontros Internacionais da Juventude Anti-imperialista e Antifascista - EIJAA, e conclamamos as juventudes revolucionárias do mundo à unidade nessa mesma luta.

Nesta carta que dirigimos aos jovens, reafirmamos a convicção de que o imperialismo-capitalista está em sua fase final e não pode reservar à humanidade nada mais do que fome, desemprego e guerras. Soou a hora final dos exploradores e capitalistas do mundo. A classe operária pode ter a certeza que contará com a energia revolucionária dos jovens para derrotar a burguesia. Nós somos a geração que fará a revolução! Abaixo o imperialismo! Viva o Socialismo!

Belo Horizonte, Brasil, Julho de 2010.

3º Congresso da União da Juventude Rebelião

Nenhum comentário:

Postar um comentário